Hemi = metade do corpo hemi corpo.
Negligencia = negação
O paciente rejeita o seu lado afetado, como se ele não existisse. Descoberto pela fisioterapeuta Patricia Davis.
Características
Ø Hemisfério cerebral direito à manutenção dos processos visuo-espaciais
Ø 32 a 41%
Ø Distúrbios de esquema (modelo postural do corpo) ou imagem ( imagem visual e mental do próprio corpo) corporal, relação espacial, agnosia (incapacidade de reconhecer ou entender informações que chegam, mesmo tendo sensibilidade intacta) e apraxia (incapacidade de iniciar ou exercitar movimentos propositais)
Ø Sugere-se que lesões na parte póstero-inferior do lobo parietal direito
Ø Quadro de distração, dificuldade de concentração e fixação voluntária da atenção
Ø Quando tocados em ambos os lados, são incapazes de perceber o estímulo a esquerda
Ø Escala de leve a grave
Ø Síndrome de Pusher (vem da palavra em inglês PUSH= ato de empurrar) “o pacte. empurra fortemente para o seu lado hemiplégico em todas as posições e resiste a qualquer tentativa de correção passivada sua postura”
Ø maioria hemiplegia esquerda
Deitado
• a cabeça está virada e desviada lateralmente para a direita. Quando sentado, é incapaz de de permitir flexão lateral para o lado plégico. Os olhos muitas vezes estão virados para a direita, tendo dificuldade de trazê-los para o lado plégico.
• Há a diminuição de percepção dos estímulos (em todas as modalidades) do lado comprometido; como se fosse um profundo abandono do lado plégico (Mountcastle,1978):
- Táteis/cinestésicos à mesmo se a sensibilidade estiver preservada, o pacte. abandona o lado hemiplégico quando se move ou quando não está concentrado. Ele freqüentemente lava ou veste apenas o lado não acometido do seu corpo
- Visuais à o pacte. não vê objetos no seu lado plégico.
- Auditivos à o pacte. não ouve pelo seu lado esquerdo, apesar de sua audição está preservada.
Ø A face é imóvel e quando ativada é unilateral, com iteratividade à direita
Ø A voz é monótona e de baixo volume
Ø Em DD, mostra um alongamento do lado plégico, fazendo parecer que o lado direito está encurtado
Ø segura-se à borda com sua mão sadia, com medo de que possa cair pelo lado
Ø o posicionamento da perna sadia não ocorre sem o comando verbal
Ø quando os joelhos são fletidos com os pés apoiados sobre o leito, eles inclinam para a esquerda, tendo uma resistência ao tentar virar para a direita. Porém, nenhuma resistência é encontrada, quando virados para a esquerda
Sentado
Ø Quando sentado, é incapaz de de permitir flexão lateral para o lado plégico
Ø A cabeça é mantida rigidamente para o lado direito, com o tronco encurtado.O lado esquerdo está alongado e o peso, no entanto, permanece no lado acometido. Quando é feita tentativa de transferência do peso para o lado direito, é encontrada resistência
Ø Transferir o pacte. para uma cadeira é muito difícil, porque ele empurra para trás e para longe a perna sadia
Ø Sentado na cadeira, seu tronco apresenta-se fletido, sua cabeça rodada à direita, sentando mais para o lado esquerdo da cadeira
Ø Quando fletido para frente, o pacte. puxa-se para o lado hemiplégico
De pé
Ø O peso está em todo o hemicorpo acometido, e o pacte. não demonstra nenhum temor em cair. As pernas ficam aduzidas, e na tentativa de trazer o peso para o lado não acometido, a perna esquerda flete-se no ar.
Ø O encurtamento do tronco do lado bom acentua-se em pé, a cabeça mantém-se inclinada à direita, o pacte. Se inclina para trás ou flexiona o tronco para frente, deixando de ficar ereto
Ø Se for possível caminhar, a perna aduz podendo cruzar (tesoura) quando o peso é transferido para o lado não acometido, não sendo possível dar o passo com o membro acometido.
Ø Os pactes. que não tem afasia, tendem a falar muito, e necessitam de constantes instruções verbais do terapeuta para executar a tarefa solicitada.
Ø Os pactes. apresentam grande dificuldade em executar suas AVDs.
Ø Sua mão sadia mostra-se desajeitada quando tenta desempenhar tarefas de habilidade, mesmo sendo sua mão dominante.
Avaliação
v Observação da cabeça, olhos e tronco
v Tarefas de cruzamento e bissecção de linhas
v Colocar números no relógio
v Desenhar um objeto (árvore, casa,...)
v Tarefa de leitura e de eScrita (copiar texto)
v Tarefa de cancelamento (incentivar)
Tratamento Específico
v Durante o tratamento, o paciente deve receber informações táteis e do seu ambiente à feedback interno está perturbado
Informações auditivas e visuais constantes associadas ao trabalho específico de FM, reeducação postural, estabilidade/ equilíbrio e alinhamento nos diferentes decúbitos, sentado e em pé e também na reeducação da marcha
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
- ALVES, Paula C.D.N.M; GASPAR, R.R.C. Proposta de Avaliação para o Paciente com Síndrome da Heminegligência após Acidente Vacular Encefálica.Reabilitar.São Paulo. Ano4.No.17, p36-42, out/dez.2002.
- DAVIES, Patrícia M. Passos a Seguir – Um manual para o tratamento da hemiplegia no adulto. São Paulo : Editora Manole,1998.
- MACHADO,A. Neuroanatomia Funcional. São Paulo: Atheneu, 1998.
- O’SULIVAN, S.B.:SCHMITZ, T .J. Fisioterapia : avaliação e tratamento. São Paulo:Editora Manole, 2004.
9/27/2009
Sindrome da Heminegligência
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Um comentário:
muito dezzzzzz, parabénsss
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