3/25/2010

Ligamento Cruzado Anterior




Muito comun em jogadores de futebol. As bandas do LCA são multifasciculares e essas fibras dependendo da posição do joelho elas podem tornar-se paralelas e estão em diferentes graus de tensão conforme o joelho torna-se fletido.

As lesões do LCA podem ser completos ou imcompletos,daí a lesão total ou parcial.Quando o joelho está em extensão,as fibras se mostram paralelas e quando está em flexão,as fibras se cruzam (os ligamentos mais anteriorizadas cruzam-se sobre as posteriores) levando a algumas modificações.

As fibras do LCA ficam mais tenso quando está na posição em pé, e frouxo quando está fletido, o joelho fica com menor tensão.O LCA é mais verticalizado e o posterior é mais horizontalizado.

Os ligamentos cruzados limitam a rotação interna da tíbia sob o fêmur. Outra característica do LC é o varismo e valgismo. O LC participa em menor grau porque o LC medial e lateral tem mais participação nestes movimentos (quando o LCA está em extensão).

Mecanismo clássico da lesão do LCA: é anteriorização com o pé fixo no solo em que a tíbia se move para o fêmur (rot interna) projetando-se no fêmur.


Nas lesões agudas há a presença de sangue (70% dos casos) pois há a lesão de tecido ósseo pois ocacionou derrame articular causando hematrose.




Testes para verificar a lesão


Testes de Lachman ou de gaveta







Após a cirúrgia

cuidar do enxerto pois pode haver trombose, distrofia simpático reflexa (causagia), fratura da patela e falhas, a rigidez articular; a perda da funcionalidade do quadríceps e a perda da estabilidade. A artrofibrose é a causa mais frequente capsulite pode estar relacionado a vários fatores.

Tratamento fisioterapêutico

Inspeção e a palpação : ver hematoma, hipertrofia

Exames

RX, RM,TC

Este aparelho é um artrometro serve para medir as angulações articulares no caso o LCA

Pode sofrer ligamentação que é o processo de transição entre histologia virar ligamento no tendão (o enxerto aos poucos virar tendão)

A recuperação do LCA é em 4 fases que são:

Necrose ( 3 primeiras semanas) não pode fazer tensão pois pode romper, nada de estresse.
Revascularização: Ocorre antes da proliferação as células do enxerto mesenquimais faz a proliferação (6 a 8 semana)
Proliferação celular (3 semanas) o túnel começa a fechar e posso iniciar exercícios para aumentar hipertrofia óssea, da musculatura e aumento do espessamento do tendão e comecar a produzir colágeno.
Remodelamento: Na fase colágena, o tendão vira ligamento começa então a fazer trabalho de carga para eliminar volume muscular para ganhar hipertrofia óssea e hipertrofia do tendão.


Paciente P.O de LCA tratamento fisioterapeutico:

Nos primeiros 2 dias

Paciente após deve ter extensão não completa (10 graus) e flexão (100 graus)

A ADM ela deve ser objetivada antes de 10 semanas após o PO e antes de 3 meses próximo a fase de remodelamento.

Na fase de revascularização se tivero processo inflamatório, o sangue que vai tratar toda a inflamação.

O fisioterapeuta deve avaliar a ferida em si, a recuperação completa ela deve ser em 2 semanas após PO,pois quando atrofiada a mobilização deve ser direcionada em posição multidirecionada a fim de prevenir a aderência porque se a ferida tá tensa, o paciente vai experimenta uma sensação dolorosa.

No primeiro mês

eletroestimulação : associada com a rotação musculatura isquios,isométricos em cadeia cinética fechada,crioterapia para edema; alogamentos passivos, ADM através da técnica de deslisamento dentro do limite da dor do paciente. em 4 semanas o paciente deve recuperar a ADM total.

A partir da 20 semana usa-se a bicicleta mais como objetivo de proriocepção do que carga, pois o dá o padrão proprioceptivo flexo extensão (recomenda-se usar a bike ao contrário ao pedalar)

Fase remodelamento

Até 9 semana -ADM tem que estar completa, o indivíduo pode andar 2 km e ficar em bipedestação e se pode observar se tem condição de correr porque os tendões se fecha na 12 semana

4 mês- O paciente já tá com tampão fechado e só necessita de boa formação colagenosa e 75% força muscular.



Depois a volta ao esporte.





















9/27/2009

Sindrome da Heminegligência

Hemi = metade do corpo hemi corpo.

Negligencia = negação



O paciente rejeita o seu lado afetado, como se ele não existisse. Descoberto pela fisioterapeuta Patricia Davis.

Características

Ø Hemisfério cerebral direito à manutenção dos processos visuo-espaciais
Ø 32 a 41%
Ø Distúrbios de esquema (modelo postural do corpo) ou imagem ( imagem visual e mental do próprio corpo) corporal, relação espacial, agnosia (incapacidade de reconhecer ou entender informações que chegam, mesmo tendo sensibilidade intacta) e apraxia (incapacidade de iniciar ou exercitar movimentos propositais)
Ø Sugere-se que lesões na parte póstero-inferior do lobo parietal direito
Ø Quadro de distração, dificuldade de concentração e fixação voluntária da atenção
Ø Quando tocados em ambos os lados, são incapazes de perceber o estímulo a esquerda
Ø Escala de leve a grave
Ø Síndrome de Pusher (vem da palavra em inglês PUSH= ato de empurrar) “o pacte. empurra fortemente para o seu lado hemiplégico em todas as posições e resiste a qualquer tentativa de correção passivada sua postura”
Ø maioria hemiplegia esquerda

Deitado

• a cabeça está virada e desviada lateralmente para a direita. Quando sentado, é incapaz de de permitir flexão lateral para o lado plégico. Os olhos muitas vezes estão virados para a direita, tendo dificuldade de trazê-los para o lado plégico.
• Há a diminuição de percepção dos estímulos (em todas as modalidades) do lado comprometido; como se fosse um profundo abandono do lado plégico (Mountcastle,1978):
- Táteis/cinestésicos à mesmo se a sensibilidade estiver preservada, o pacte. abandona o lado hemiplégico quando se move ou quando não está concentrado. Ele freqüentemente lava ou veste apenas o lado não acometido do seu corpo
- Visuais à o pacte. não vê objetos no seu lado plégico.
- Auditivos à o pacte. não ouve pelo seu lado esquerdo, apesar de sua audição está preservada.
Ø A face é imóvel e quando ativada é unilateral, com iteratividade à direita
Ø A voz é monótona e de baixo volume
Ø Em DD, mostra um alongamento do lado plégico, fazendo parecer que o lado direito está encurtado
Ø segura-se à borda com sua mão sadia, com medo de que possa cair pelo lado
Ø o posicionamento da perna sadia não ocorre sem o comando verbal
Ø quando os joelhos são fletidos com os pés apoiados sobre o leito, eles inclinam para a esquerda, tendo uma resistência ao tentar virar para a direita. Porém, nenhuma resistência é encontrada, quando virados para a esquerda

Sentado

Ø Quando sentado, é incapaz de de permitir flexão lateral para o lado plégico
Ø A cabeça é mantida rigidamente para o lado direito, com o tronco encurtado.O lado esquerdo está alongado e o peso, no entanto, permanece no lado acometido. Quando é feita tentativa de transferência do peso para o lado direito, é encontrada resistência
Ø Transferir o pacte. para uma cadeira é muito difícil, porque ele empurra para trás e para longe a perna sadia
Ø Sentado na cadeira, seu tronco apresenta-se fletido, sua cabeça rodada à direita, sentando mais para o lado esquerdo da cadeira
Ø Quando fletido para frente, o pacte. puxa-se para o lado hemiplégico

De pé

Ø O peso está em todo o hemicorpo acometido, e o pacte. não demonstra nenhum temor em cair. As pernas ficam aduzidas, e na tentativa de trazer o peso para o lado não acometido, a perna esquerda flete-se no ar.
Ø O encurtamento do tronco do lado bom acentua-se em pé, a cabeça mantém-se inclinada à direita, o pacte. Se inclina para trás ou flexiona o tronco para frente, deixando de ficar ereto
Ø Se for possível caminhar, a perna aduz podendo cruzar (tesoura) quando o peso é transferido para o lado não acometido, não sendo possível dar o passo com o membro acometido.
Ø Os pactes. que não tem afasia, tendem a falar muito, e necessitam de constantes instruções verbais do terapeuta para executar a tarefa solicitada.
Ø Os pactes. apresentam grande dificuldade em executar suas AVDs.
Ø Sua mão sadia mostra-se desajeitada quando tenta desempenhar tarefas de habilidade, mesmo sendo sua mão dominante.

Avaliação

v Observação da cabeça, olhos e tronco
v Tarefas de cruzamento e bissecção de linhas
v Colocar números no relógio
v Desenhar um objeto (árvore, casa,...)
v Tarefa de leitura e de eScrita (copiar texto)
v Tarefa de cancelamento (incentivar)

Tratamento Específico

v Durante o tratamento, o paciente deve receber informações táteis e do seu ambiente à feedback interno está perturbado
Informações auditivas e visuais constantes associadas ao trabalho específico de FM, reeducação postural, estabilidade/ equilíbrio e alinhamento nos diferentes decúbitos, sentado e em pé e também na reeducação da marcha


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

- ALVES, Paula C.D.N.M; GASPAR, R.R.C. Proposta de Avaliação para o Paciente com Síndrome da Heminegligência após Acidente Vacular Encefálica.Reabilitar.São Paulo. Ano4.No.17, p36-42, out/dez.2002.
- DAVIES, Patrícia M. Passos a Seguir – Um manual para o tratamento da hemiplegia no adulto. São Paulo : Editora Manole,1998.
- MACHADO,A. Neuroanatomia Funcional. São Paulo: Atheneu, 1998.
- O’SULIVAN, S.B.:SCHMITZ, T .J. Fisioterapia : avaliação e tratamento. São Paulo:Editora Manole, 2004.




5/18/2007

Enade

Alguém tem medicação contra nervosismo de prova de faculdade?

1/18/2007

Biografia de Maitland

Geoffrey Douglas Maitland nasceu em Adelaide, Austrália em 1924. Treinou como um fisioterapeuta de 1946 a 1949 após servir no RAAF (Força Aérea Real Australiana) durante a segunda guerra mundial.
Seu primeiro trabalho estava no hospital real de Adelaide e no hospital das crianças de Adelaide, com um interesse principal no tratamento de desordens ortopédicas e neurológica. Mais tarde continuou trabalhando parte do tempo do hospital e da parte em sua própria clínica. Depois que alguns anos se transformou um praticante e tutor clínico na escola do fisioterapia no instituto de tecnologia australiana do sul, agora a Universidade de Austrália sul. Continuamente estudou e gastou a metade um de cada dia da semana na biblioteca de Barr-Smith e na biblioteca da escola médica da universidade de Adelaide.Como um docente, enfatizou as avaliações clínicas. Estimulou seus estudantes escrever registros do tratamento, como sentiu que necessitou fazer os movimentos ele próprio para analisar o que um fazia. Em 1954 começou com sessões de ensino manipulativos da terapia.
Em 1961 recebeu uma concessão de um fundo especial dos estudos, que permitisse o e sua esposa Anne de ir para uma excursão do estudo. Visitaram os osteópatas , os doutores médicos e os colegas de fisioterapia quem tinham ouvido e tinham lido aproximadamente e tinham correspondido com nos anos precedentes. Em Londres, Geoff teve visitas interessante com James Cyriax e sua equipe de funcionários.
Durante esta excursão Geoff Maitland estabeleceu uma amizade com Gregory P. Grieve no Reino Unido. Tiveram a correspondência extensiva sobre suas experiências clínicas e esta continuadas por muitos anos.
Em 1962, Maitland entregou um papel à sociedade do fisioterapia de Austrália intitulada "os problemas de ensinar a manipulação Vertebral" em qual se apresentou a uma diferenciação desobstruída entre a manipulação e o mobilização e se transformou um advogado forte do uso do movimento passivo delicado no tratamento da dor, além às técnicas mais forte usadas aumentar a escala do movimento.Geoff Maitland transformou-se um contribuinte substancial ao jornal australiano de fisioterpia como satisfatório a outros jornais médicos e da fisioterapia mundial. Em 1964 seu trabalho foi publicado na manipulação Vertebral da primeira edição que seguiu por uma segunda edição in1968. A primeira edição da manipulação periférica foi publicada em 1970.Sobre todos os anos de aulas e de publicar, Maitland continuou a tratar pacientes enquanto o trabalho clínico remanesceu a fonte principal de aprender e de adaptar idéias.
Em 1965 um de Geoff Maitland os desejos vieram verdadeiro e os primeiros três meses do curso na manipulação da coluna foram prendidos em Adelaide. Este curso tornou-se o curso de hoje do grau de mestres na universidade de Adelaide.Era um dos co-fundador, em 1974, do Federação Internacional de Fisioterapeutas de Ortopedia Manipulativa (IFOMT), uma filial da Confederação mundial da Fisioterapia (WCPT).
Realizava-se somente em 1978, quando ensinou uns dos seu primeiro percorrer em Europa continental em Bad Ragaz, Suiça, que reconheceu, com a discussão com Dr. Zinn, diretor da clínica médica e do centro pós graduação do estudo em Bad Ragaz que no fato seus trabalho e idéias eram um conceito específico do pensamento e da ação melhor que um método de aplicar técnicas manipulativas. O conceito de Maitland da fisioterapia manipulativa, enfatiza uma maneira específica de pensar, avaliação e avaliação contínua ("saber quando, como e que as técnicas a executar, e adaptar estes ao paciente individual") e um compromisso total ao paciente.
Geoff Maitland é um membro de muitas organizações profissionais e foi honrado com diversas concessões.
Em 1992 em Zurzach, Suiça, a Associação Internacional dos Professores de Maitland (IMTA) foi fundado de que Geoff Maitland é membro fundando e presidente inaugural.
Todo seu trabalho não seria possível sem a sustentação de sua esposa Anne, mãe de suas duas crianças John e Wendy. Anne fez a maioria das artes gráficas para suas publicações, manteve as notas, feitas manuscritos e gravado poder de seus cursos. Sua disciplina contínua do gabarito é uma das forças de Maitland, que são praticamente inseparáveis desde que se encontraram com a Inglaterra durante a segunda guerra.
O trabalho de Geoff Maitland colocou a fundação para o desenvolvimento de definições e de descrições contemporâneas do processo da fisioterapia. A grande força do conceito de Maitland encontra-se no gabarito disciplinado e contínuo. É um conceito que esteja ainda vivo e continue a se tornar e estender.


11/11/2006

Teleton


Ontem assisti o programa teleton que ajuda crianças deficientes e me deparei com uma menina com escoliose de 3o grau !!! a fisioterapia tem pouco a fazer em nesses casos nem usando colete resolve,só cirurgia mesmo.

Que bom que a AACD ajuda o pessoal que teve o mesmo problema que eu quando menina tinha para aprender a caminhar.Sempre quando posso contribuo.

Fisioterapia na Hemofilia

Hemofilia é uma doença congênita, hereditária, que afeta basicamente indivíduos do sexo masculino. Caracteriza-se por déficit do fator de coagulação no sangue do indivíduo, sendo que a carência do fator VIII denomina-se Hemofilia A e a do fator IX, Hemofilia B. A sua gravidade pode ser diagnosticada pelo nível de fator circulante no sangue, da seguinte forma: Hemofilia severa – menos de 1%, hemofilia moderada – entre 1% e 4% e hemofilia leve – entre 5% e 30%. As hemorragias são a manifestação clínica mais importante desta doença e estão diretamente relacionadas ao grau de hemofilia apresentada pelo paciente, apresentando-se na clínica principalmente na forma de hemartroses, ou seja, sangramentos intra-articulares, entre outras manifestações hemorrágicas. Na hemofilia severa ocorrem hemorragias espontâneas, sem causa aparente ou frente a pequenos traumas, especialmente nas grandes articulações e músculos. Pacientes com hemofilia moderada apresentam processos hemorrágicos frente a traumas moderados. Na hemofilia leve os sangramentos acontecem quando o organismo é submetido a "stress" cirúrgico ou procedimentos odontológicos, sendo o diagnóstico, por vezes, realizado na fase adulta. Hemartrose Aguda Quadro Clínico do Sangramento Articular: 1 – Sintomas premonitórios (sangramento limitado a sinóvia): leve enrijecimento, sensação de aperto ou latejar, sensação de calor local. 2 – Dor: decorrente da distensão da cápsula articular associado ao efeito local irritante do sangue. A dor na hemartrose aguda é intensa. 3 – Aumento de volume da articulação: o grau de distensão articular aparente pode não ter relação com a intensidade de pressão da hemartrose nem com a dor; se o paciente tiver um espaço articular muito reduzido, por exemplo, pode ser difícil detectar aumento de volume, porém a dor é intensa. 4 – Rigidez articular: a posição adotada é a de relaxamento máximo da cápsula, ou seja, aquela que proporciona maior volume intra-articular e, conseqüentemente, menor pressão intra-capsular. (Exemplo: flexão parcial do joelho e cotovelo, flexão parcial e ligeira abdução e rotação externa no quadril). 5 – Calor local: aumento da temperatura local em cerca de 2ºC a 4ºC, permanecendo elevada por cerca de três semanas após a hemorragia inicial. A hemartrose pode ocasionar contratura muscular com diminuição da capacidade funcional e hipotrofia dos músculos distendidos, o que predispõe a articulação a novas hemartroses. Hemartroses Hemartrose é o sangramento intra-articular. Um único episódio de hemorragia intra-articular parece ter pouca conseqüência, entretanto, as hemorragias repetidas podem comprometer gravemente a função do condrócito, alterar a composição da matriz e, finalmente, levar à condromalácia, osteoartrite ou destruição da articulação com o avanço da idade. As injeções de sangue autólogo (em pesquisas) produzem uma reação sinovial caracterizada por alterações inflamatórias (edema, congestão vascular, infiltração leucocitária), deposição de ferro, proliferação fibroblástica. A hemorragia intra-sinovial repetida, espontânea, como se observa na hemofilia representa uma categoria independente. A associação de hemorragia repetida, coagulabilidade diminuída, traumatismo crônico, frouxidão ligamentar e alterações no ossso subcondral pode levar à lesão grave da cartilagem articular e das estruturas ósseas subcondrais. Parece haver uma predileção pelas grandes articulações, tais como: joelhos, cotovelos, tornozelos, ombros e quadris, entre outras. Existem três estágios clínicos para o desenvolvimento da artropatia hemofílica: o primeiro, estágio de sangramento recorrente; em seguida uma resposta inflamatória chamada de estágio de panartrite. Por último o estágio de fibrose e contratura, comumente conhecida como artrose. O sangramento não é uma manifestação comum do último estágio. Conduta/tratamento Objetivos: deter a hemorragia, eliminar a dor, manter e restaurar a função e prevenir alterações articulares. Reposição de fator: o mais precocemente possível, de preferência frente aos sinais premonitórios da hemartrose. Orientação e intervenção fisioterápica adequada à fase em que a hemartrose se encontra. 1 – Fase aguda: durante a fase aguda do processo hemorrágico (primeiras 24/48h). Os objetivos nesta fase são controlar a hemorragia ( hematologia), manter a articulação afetada em posição mais próxima do funcional, evitar posições antálgicas de difícil recuperação e eliminar a dor. 2 – Fase sub-aguda ou período de reabsorção (após 48hs): início da fisioterapia propriamente dita; com o objetivo de acelerar o processo de reabsorção da hemartrose. Obs.: Período de reabsorção da hemartrose: 10 a 12 dias. 3 – Fase crônica (articulação livre de hemartrose): nesta fase a fisioterapia objetiva recuperar e/ou manter tônus muscular nas articulações afetadas por episósios hemorrágicos ou articulações risco para futuros acometimentos. A musculatura tonificada protege a articulação, deixando-a mais estável. Outro objetivo importante é a manutenção e/ou ganho de amplitude de movimento. A observação diária da articulação deve ser seguida com rigor, porque é através dela que podemos diferenciar um quadro clássico de hemartrose de um processo inflamatório (sinovite). Na hemartrose a articulação encontra-se com sinais de edema, limitação de ADM’s, calor local e dor incapacitante. Na sinovite os sinais muitas vezes parecem com uma hemartrose, porém as ADM’s estão relativamente preservadas e a dor não é sempre relatada. Com a repetição das hemartroses, a sinovial alterada, estabelece-se uma fragilidade que vai originar novos episódios de hemartroses. Depois de repetidos episódios de hemartroses desenvolve-se uma sinovite hipertrófica crônica e, a seguir, artropatia hemofílica. Se a hemartrose aguda não é adequadamente tratada, tende a recidivar. Ocorre um ciclo vicioso no qual a sinóvia inflamada e edemaciada sangra mais facilmente, ocasionando posterior edema e inflamação. Se este ciclo não for interrompido, o cumulativo depósito de ferro do sangue e as enzimas ocasionarão a destruição da cartilagem, levando ao desenvolvimento da degeneração articular.

11/06/2006

BAD RAGAZ

Em breve o método dos anéis de Bad Ragaz